Ela nunca teve medo de mudar, sempre que algo parecia demasiado no lugar, ela logo trazia novos significados, ritmos e cores.
Eram porta-retratos que se tornavam espelhos, roupas que ganhavam recortes, paredes que recebiam novas cores e até mesmo na seriedade um pedaço de papel tornava-se um novo lugar para estar.
Até chegar aonde está sempre soube que não queria parar, mas aos poucos tem percebido que quanto mais se vive, sem ao menos perceber é simples esquecer aonde quer chegar. E para continuar sem medo de parar, ela precisará resgatar os pedaços deixados no caminho, as lembranças dos livres sorrisos e a vibração boa de sentir -se viva apenas por recomeçar…
“E aos vinte e nove, com o retorno de Saturno. Decidi começar a viver” (29 – Legião urbana)
Se os dias que passaram tão rápido fossem parte de um mesmo calendário que despencasse folhas ao chão sem que eu pudesse limpá-las, talvez eu compreendesse como as tantas lágrimas e os espontâneos sorrisos da minha juventude eram únicos e efêmeros.
Talvez eu não levasse tão a sério as grandes batalhas que travei contra mim mesma e os outros e olhasse com brilho real a magnitude dos pequenos momentos.
E se eu abandonasse no chão a velha armadura que construi 10.585 dias atrás e começasse tudo de novo. Abrisse aos olhos devagar ainda incomodada com a claridade, sorrisse radiante para as pessoas que me amam e estão ao meu redor e a cada dia me propusesse a descobrir, redescobrir e aprender algo novo?
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Deixo para vocês uma música linda:
Beijos ao queridos. A minha aventura começa hoje 27 de novembro de 2010 e a partir de hoje eu compartilharei neste blog s e neste tumbrl a minha tentativa de desconstruir velhos hábitos antes dos 30 http://dehdemari.tumblr.com
Iniciarei agora a minha lista das 29 coisas que quero deixar para trás antes dos 30, publico ainda esta semana.
Eu fugi das páginas em branco quando percebi que a vista do outro tão próximo não compreendia a palavra embriagada em poesia.
Deixei a alma exposta nos significados jogados, no sentimento apressado buscando equilíbrio.
Eles conseguiram durante algum tempo me esconder com suas máscaras.
Ganhei de presente rótulos que viraram marcas daquelas que ficam na pele para sempre como lembrança.
Com suas meias verdades e uma vontade infinita de não ser quem realmente sou, perambulei na confusão da desconhecida diante do espelho.
Foi quando em mais um dia de apatia e caos, te vi parado em minha porta. Por um momento, tentei esconder a roupa espalhada pelo quarto, passar a mão no cabelo, jogar o cigarro pela janela, esconder o copo.
Primeiro pedi que entrasse, mas não pude olhar nos seus olhos, foi quando mandei que saísse.
Você contrariou o meu pedido, chegou mais perto, pegou em minhas mãos e questionou o que havia de mim naquilo tudo.
As lágrimas transbordaram e lavaram minha cara tirando minha a armadura de frases feitas, levando ao chão minhas máscaras.
Aquela era eu, mais uma vez despida na sua frente. Aquele era você , me trazendo de volta para dizer mais uma vez que eu conseguirei viver sem você.
Ouvindo Stereophonics-Since I Told You It’s Over
PS.:Texto antigo, saudades das minhas palavras que atualmente não transbordam as folhas…
Beijos a todos os queridos! bjos
A caixa de sedex entregue em sua casa não tinha rementente. Coisa estranha, até para ele que sempre tão engraçado confiava desconfiado.
Pegou o pacote e foi para o quarto, colocou em cima da cama e não teve coragem de abrir.
Decidiu ligar o rádio e tomar um banho demorado, riu sozinho lembrando de inimigos e amantes enquanto imaginava o que poderia ter nela.
Lembrou do Rafaelito o antigo vizinho, que ele uma vez saiu com a namorada e que lhe rendeu uma prótese no dente. Mas o Rafaelito?
Pensou na maluca da Raquel que depois de um final de semana muito maluco ficou meses em seu pé , mas o que ela mandaria por sedex?
Pensou em bancos, empresas diversas, mas nada lhe vinha à cabeça.
Sentou de cueca sobre a cama, balançou a caixa perto do ouvido e não vou ouviu. Aproximou do nariz e também não sentiu nada.
Sem nenhuma conclusão, irritou-se com sua mania de pensar sempre nas coisas mais improváveis.
Pegou uma tesoura, rompeu o lacre, abriu a caixa e no primeiro olhar viu um envelope bonito, ao abri-lo:
Ela e Ele??? Convidam para a cerimônia????
Sem compreender, percebeu que ainda restava um pacote de cartas envoltas em um lacre com uma frase:
Guarde este amor, ele é todo seu.
Hoje eu não vou brigar com você por causa de nenhuma banalidade que me incomoda o caminho.
Eu admito que esperei a música tocar para cantar no seu ouvido aquelas coisas que não tenho coragem de dizer.
Quase nunca sou exata, me equilibro entre a menina que sou e a mulher que você deseja que eu seja.
Ontem eu te perguntei: Como você me escolheu?
Sem pestanejar, você disse que sempre soube, que essas coisas nós simplesmente sentimos.
Sempre fico sem palavras quando te escuto falar assim, porque em mim, nosso amor está sendo construído como uma casa.
Quando você chegou aqui, eu era apenas um terreno daqueles vazios com ervas daninhas para serem arrancadas e um projeto nas mãos de como seria o meu cantinho colorido.
Você arrancou todas as ervas, plantou sementes no jardim e juntos começamos a levantar pequenas paredes, colocamos as janelas e trancamos a porta.
E nem sempre é fácil, nós somos tão diferentes, não é mesmo?
Mas desde o começo foi assim, você sabia que era eu de cara e eu ressabiada decidi ser feliz ao invés de ter razão.
E hoje quando eu falo a mesma coisa mil vezes e você ao invéns de tentar argumentar me acalma com um demorado abraço, eu tenho a certeza de que o nosso Amor é Moradia.
Beijos aos queridos, obrigada pelo carinho sempre e desculpem a ausência.
A vida reservou para eles um novo encontro desencontrado, o transito que ganhou do relógio, avião com a hora marcada para partir e a distância de um oceano.
Viveram meses a espera da chegada com a certeza da partida, ela disfarçava o olhar que mirava o calendário. Ele de volta escolheu a improbabilidade da distância, juntos fingiram esquecer a espera.
A sintonia leve separada pelo oceano, próxima era jogo de cartas abertas entrega e fuga. Confusão daqueles que tentam evitar o inevitável: deixar o futuro pertencer ao tempo.
Ela não entendia, acreditava que cabia a eles embriagarem-se em beijos, passarem noites sem dormir. Tinha o brilho de volta aos olhos, o sorriso bobo da lembrança no rosto e a esperança do infinito em possibilidades.
Ele explicou a escolha sensata, a distância que separava os corpos era a melhor saída para certeza da partida e evitaria a tristeza do fim.
Seus sonhos, eram sonhos que só existiriam em liberdade do outro lado de seus mundos distantes.
Ela sabia que ele chegaria aonde quisesse, mas acreditava que sonhos não sobrevivem sós quando compartilhados com outros sonhos são realidade*.
Coração cansado segurou a batida, resignada tentou compreender que juntos seriam solidão acompanhada e guardou os suspiros de novos dias.
Vida planejada, ele desencontrava o encontro driblando o inesperado, mas era ato falho verdade que os olhos escondiam. Ela na caótica cidade de tons de cinza buscava alcançar o inesperado e cada vez que desistia sabia que mentia para si mesma.
Jogando com a impresivibilidade e todas as cartas na mesa era chegada a nova partida. Despediram-se vivendo em uma noite a falta dos outros dias.
Corpos envolvidos em vontade, desejo, receio,troca e saudade, certeza de meses de ausência, ventania de sentimentos brinquedo do tempo, conhecidos de longa data conhecendo-se pela primeira vez.
Lenine- Todos os caminhos
PS.: Beijos aos queridos. Citando o lindo Vínicius de Moraes: “A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro na vida….”. *E finalizando com o poeta Raul: “Sonho que se sonha só é só um sonho que se sonha só, mas sonho que se sonha junto é realidade.”
E não esperando absolutamente nada. Não há nada a ser esperado. Nem desesperado. Tudo é maya / ilusão. Ou samsara / círculo vicioso. Certo, eu li demais zen-budismo, eu fiz ioga demais, eu tenho essa coisa de ficar mexendo com a magia, eu li demais Krishnamurti, sabia? E também Alian Watts, e D. T. Suzuki, e isso freqüentemente parece um pouco ridículo às pessoas. Mas, dessas coisas, acho que tirei pra meu gasto pessoal pelo menos uma certa tranqüilidade.
Você me pergunta: que que eu faço? Não faça, eu digo. Não faça nada, fazendo tudo, acordando
todo dia, passando café, arrumando a cama, dando uma volta na quadra, ouvindo um som, alimentando a Pobre. Você tá ansioso e isso é muito pouco religioso. (…)
Vou te falar um lugar-comum desprezível, agora, lávai: você não vai encontrar caminho nenhum fora de você. E você sabe disso. O caminho é in, não off. Você quer escrever. Certo, mas você quer escrever? Ou todo mundo te cobra e você acha que tem
que escrever? Sei que não é simplório assim, e tem mil coisas outras envolvidas nisso. Mas de repente você pode estar confuso porque fica todo mundo te cobrando, como é que é, e a sua obra?
Cadê o romance, quedê a novela, quedê a peça teatral? DANEM-SE, demônios. Você só tem que escrever se isso vier de dentro pra fora, caso contrário não vai prestar, eu tenho certeza, você poderá enganar a alguns, mas não enganaria a si e, portanto, não preencheria esse oco.
Não tem demônio nenhum se interpondo entre você e a máquina. O que tem é uma questão de honestidade básica. Essa perguntinha: você quer mesmo escrever? Isolando as cobranças, você continua querendo? Então vai, remexe fundo, como diz um poeta gaúcho, Gabriel de Britto Velho, “apaga o cigarro no peito / diz pra ti o que não gostas de ouvir / diz tudo”. Isso é escrever. Tira sangue com
as unhas. E não importa a forma, não importa a “função social”, nem nada, não importa que, a princípio, seja apenas uma espécie de auto-exorcismo. Mas tem que sangrar a-bun-dan-te-men-te.
Você não está com medo dessa entrega? Porque dói, dói, dói. É de uma solidão assustadora. A única recompensa é aquilo que Laing diz que é a única coisa que pode nos salvar da loucura, do suicídio, da auto-anulação: um sentimento de glória interior. Essa expressão é fundamental na minha vida. (…)
Carta de Caio ao amigo Zezim, que nesta noite vazia foi escrita para mim
Em um mundo de gente grande ela era criança que sonhava o inimaginável e sorria para outras crianças que passavam pela rua.
Era beleza estranha, daqueles que trazem a inquietude nas entranhas.
Todos que a conheciam sabiam que ela, mesmo antes de aprender a andar, já havia descoberto que pés eram feitos para levar sempre a um novo lugar.
Naquele dia ela não disse adeus, preferiu um novo corte cabelo. Não gostava de despedidas, mas aos poucos aprendeu que a mais dolorosa e libertadora delas era ser uma nova pessoa a cada dia.
Há algum tempo, aquela que aparecia no espelho não trazia em nada semelhanças de quem ela deveria ser daquele momento em diante.
Das muitas incertezas que viriam pela frenta, ela carregava apenas uma verdade:
Junto a ele, seus olhos brilhariam sempre e de mãos dadas por este mundo completamente novo nunca perderiam o amor que transbordava em seus corações.
2009 começou preocupado, desprendido e com pouco horizonte. Eu sabia, era preciso mudar e no começo admito que não compreendia como mobilizar essa mudança.
No budismo, ouvi que a busca estava dentro e não fora. Quando comecei a olhar para dentro, descobri que era a única responsável por toda a bagunça, ilusão e imobilidade que marcava os meus dias.
Me afastei de tudo que não me fazia bem, tentei resolver o que machucava meu coração e foi quando ele apareceu.
Quando eu não esperava e fingia não acreditar. Diferente dos outros me mostrou que estaria ali: quando eu ligasse, dormisse cansada, estivesse de mau humor e nos melhores momentos também. Ele com muita paciência e carinho me mostrou que eu não estava mais sozinha.
Com o coração aberto para o novo e a alma cheia de carinho, eu consegui viver mais e melhor. Fiquei mais próxima da minha família e aprendi a apreciar os pequenos momentos ao lado deles. Reencontrei amigos e descobri novas pesssoas para ter sempre no coração.
Mas algo ainda me incomodava muito, era preciso crescer, virar gente grande, ganhar o mundo, abrir as asas sem esquecer de onde vim.
Fruto de muita procura e horas de trânsito, eu finalmente consegui uma nova oportunidade de trabalho. E agora ao invés de poluição eu vejo todos os dias um horizonte lindo cheio de árvores verdinhas. Eu aprendi muito e a minha carreira deu um salto, fui morar sozinha e estou montando meu apto aos pouquinhos. Quanta coisa para um ano só, não é mesmo?Mas ainda tem muito pela frente.
Este post é apenas um agradecimento a um ano incrivelmente positivo na minha vida. Agradeço a Deus que me ensinou a ter persistência, acreditar sempre e ouviu com carinho os meus pedidos. E a todos vocês que me acompanharam e deram força em todos os momentos com muito carinho e respeito.
2009 para sempre e mais um ano… E que venha 2010 cheio de coisas novas e com muitos desafios pela frente.
Beijos aos queridos e força para acreditar sempre…E um especial para o meu amor que foi essencial para que acontecesse esse monte de coisas que estou vivendo hoje!
“É preciso força para perceber que a estrada vai além do que se vê” (Los Hermanos)
Quem assiste ao trailer de UP provavelmente irá ao cinema esperando menos do filme do que ele realmente traz. Pelo menos, foi assim que me senti, após assistir seus 15 primeiros minutos belíssimos.
O filme conta a história de Carl Fredricksen que quando menino vai ao cinema ver notícias sobre seu explorador preferido, Charles Muntz. O relato retratava o insucesso do explorador que após não conseguir provar a existência de um pássaro raro caiu em descrédito em toda a sua comunidade.
Apesar disso, o menino Carl continua a sonhar com seu balão e em um dia de aventuras conhece uma menina, Ellie, que assim como ele, sonha em viver muitas aventuras voando até um paraíso distante relatado por Muntz.
Os anos se passam e o filme sem diálogos, em poucos minutos, com uma trilha sonora linda, retrata a história de amor de Carl e Ellie: a sintonia, o casamento, as dificuldades financeiras que os impossibilitavam de realizar seus sonhos e principalmente o implacável tempo que simplesmente se esvai.
Com a morte de Ellie, desmotivado, solitário e rabugento, Carl se vê obrigado a mudar-se para um asilo após ter problemas com uma construtora que deseja demolir sua casa.
Neste momento, ele inicia uma grande aventura para realizar seu sonho com Ellie, prende milhares de balões coloridos à chaminé de sua lareira e levanta vôo.
No meio do percurso descobre que tem companhia, o pequeno Russel, um garotinho que precisa ajudar um idoso para ganhar um distintivo de Explorador da Vida Selvagem.
A partir daí essa dupla segue em sua aventura a caminho da América do Sul onde encontrarão muitas surpresas. Sinceramente, achei que nesta parte o filme perde-se um pouco tentando resgatar o apelo ao público infantil e a sistemática Disney de vilão e mocinho. De qualquer forma, vale muita a pena assisti-lo!
Assisti UP no dia em que saí de férias e a animação realmente me emocionou. O filme que tem um colorido e desenhos lindos traz pouca história para crianças e muita reflexão para os adultos. Fala sobre os sonhos que deixamos para amanhã, a força que mora dentro de cada um de nós e principalmente sobre as chances que temos todos os dias de ter um novo recomeço.
PS: Obrigada Lindo, por agüentar a chorona aqui no cinema.
Ficha técnica
# título original:Up
# gênero:Animação
# duração:01 hs 36 min
# ano de lançamento:2009
# site oficial:http://www.disney.com.br/cinema/up/
# estúdio:Walt Disney Pictures / Pixar Animation Studios
# distribuidora:Walt Disney Studios Motion Pictures / Buena Vista International
# direção: Pete Docter
# roteiro:Pete Docter, Bob Peterson e Thomas McCarthy
# produção:Jonas Rivera
# música:Michael Giacchino
# fotografia:
# direção de arte:Ralph Eggleston