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Ela jogou as toalhas, decidiu que o amor não era para os inquietos e inconformados.
Se ela falasse sobre o desejo, a longa espera por aquele beijo talvez dissesse que o amor de seu peito só transbordava em lágrimas vivendo o que já passou.
Quando o último foi embora ela deixou de acreditar em encontros e decidiu viver de despedidas.
Gostava de olhares trocados, dos elogios que a faziam se sentir mais bonita, de beijos no escuro, mas nunca chegava à cama.
Era a conta exata dos precavidos, sem coração disparado, pernas bambas ou grandes histórias para contar.
Nesses dias em que poucos ainda sorriem e olham nos olhos, decidiu gostar de quem gostasse dela.
Seria encontro de algum velho conhecido, vida calma sem expectativas, o plano original sem a parte romântica: encontrar um Grande Amor e Ser Feliz Para Sempre.
Não conhecia mais novos lugares, circulava sempre pelas mesmas ruas e bares com ares de quem nada pode esperar.
Era beleza sem graça, rosto de prateleira, a roupa parecida com a de tantas outras que decidiram o que vestir depois de comprar aquela revista.
Descabida, criou uma surrada cartilha do que fazer e o que não. Se dois rapazes a conhecessem no mesmo dia, perceberiam a repetição de seus
trejeitos de atriz equilibrista do mundo de desencontros.
Personagem principal das histórias mal contadas para todos que se aproximavam do brilho dos seus olhos.

Continua….

Lenine: Hoje eu quero sair só

Foto incrível Flickr Iaton http://www.flickr.com/photos/ianton/2929577110

filme

 

Jennifer Aniston, Drew Barrymore, Ben Affleck, Scarlett Johansson, Jennifer Connelly, Justin Long, Kevin Connolly, Bradley Cooper me levaram ao cinema para assistir ” Ele não está tão afim de vocë”. Comprei o meu ingresso com tranquilidade, afinal com um elenco desses o filme não poderia ser ruim. Mas confesso que entrei na sala esperando fórmulas prontas, respostas óbvias e uma bela comediazinha romäntica.
Me deparei com diversos personagens, nenhum astro em destaque, muitas histórias paralelas e principalmente um clima de “a vida como ela é”com maquiagem hollywodiana e uma bela dose de bom humor.
 
Superando as minhas expectativas, “Ele não está tão afim de você” fala de relacionamentos de uma forma madura, lúcida e divertida. Problemas cotidianos das relações humanas, em uma visão interessante sobre relacionamentos entre homens e mulheres “reais”,convivendo com medos, confusões e principalmente com o que é socialmente esperado deles.
O filme me lembrou as diversas conversas que tive por horas com amigas em situações muito semelhantes. Sai do cinema, com uma lição que eu já conhecia, mas que não custa repetir como MANTRA:  ele não ligou, não foi, esqueceu o aniversário, trocou por outra, está confuso, não é bom o suficiente e blá blá blá, o único significado é Ele não está afim!
E a receita infalível ou fórmula mágica que garante que duas pessoas fiquem juntas, é o AMOR COMPARTILHADO, que só acontece quando temos amor próprio suficiente para doar ao outro.
“Ele não está tão afim de você” é um filme que para indicar para as amigas e rir com os amigos, é também para aqueles que acreditam que AMOR só existe com sintonia e reciprocidade.
 

Música: Last Goodbye – voz linda da Scarlett Johansson.

PS>: Beijos aos queridos, e todo AMOR CORRESPONDIDO desse MUNDO!

 

850423611

Tenho trabalhado tanto, mas sempre penso em vc. Mais de tardezinha que de manhã, mais naqueles dias que parecem poeira assenta e com mais força quando a noite avança. Não são pensamentos escuros, embora noturnos…
Sabe, eu me perguntava até que ponto você era aquilo que eu via em você ou apenas aquilo que eu queria ver em você. Eu queria saber até que ponto você não era apenas uma projeção daquilo que eu sentia, e se era assim, até quando eu conseguiria ver em você todas essas coisas que me fascinavam e que no fundo, sempre no fundo, talvez nem fossem suas, mas minhas, e pensava que amar era só conseguir ver, e desamar era não mais conseguir ver, entende?
Eu quis tanto ser a tua paz, quis tanto que você fosse o meu encontro. Quis tanto dar, tanto receber. Quis precisar, sem exigências. E sem solicitações, aceitar o que me era dado. Sem ir além, compreende? Não queria pedir mais do que você tinha, assim como eu não daria mais do que dispunha, por limitação humana. Mas o que tinha, era seu.
Mas se você tivesse ficado, teria sido diferente?
Melhor interromper o processo em meio: quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais — por que ir em frente?
Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia — qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê. Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido.

Tinha terminado, então. Porque a gente, alguma coisa dentro da gente, sempre sabe exatamente quando termina.

Mas de tudo isso, me ficaram coisas tão boas. Uma lembrança boa de você, uma vontade de cuidar melhor de mim, de ser melhor para mim e para os outros. De não morrer, de não sufocar, de continuar sentindo encantamento por alguma outra pessoa que o futuro trará, porque sempre traz, e então não repetir nenhum comportamento. Ser novo.
Mesmo que a gente se perca, não importa. Que tenha se transformado em passado antes de virar futuro. Mas que seja bom o que vier, para você, para mim. Te escrevo, enfim, me ocorre agora, porque nem você nem eu somos descartáveis.
. . . E eu acho que é por isso que te escrevo, para cuidar de ti, para cuidar de mim – para não querer, violentamente não querer de maneira alguma ficar na sua memória, seu coração, sua cabeça, como uma sombra escura.

Ouvindo: Ray LaMontagne – Write You A Letter

Beijos ao queridos…E agradecimento e licença poética ao Caio Fernando de Abreu que traduziu o sentimento em palavras…

essa

Era Roberto, suas pernas longas pesadas, cabelos macios, o seu homem das segundas-feiras. Longos beijos e mãos que brincavam pelo corpo no primeiro dia da semana na saída do trabalho.
Roberto garantia o sorriso, a piada fácil. Depois do horário combinado era sempre celular desligado, desculpa esfarrapada.
De tanto Roberto contar histórias, Joana se convenceu de que não ia mais ouvi-las, apenas o queria nas segundas-feiras, nos sorrisos maliciosos e olhares trocados no escritório.

 Cabelo castanho claro todo alinhado, roupas de grife, Rafael o eterno atual ex-namorado. Gostava da família, simpático com as crianças e animais, levava aos restaurantes, era cama morna de vez quando, nome do filho escolhido.  
Era terça, quarta-feira, sábados na madrugada solitária em que ninguém atendia Joana, às vezes domingo, era rotina.

Tatuagem no braço, alargador na orelha, cabelo escuro e pele branca, DJ, era Ricardo. Joana insegura, qualquer dia da semana. Conversa pensada até a mordida nos lábios, o GOSTOSA no ouvido, o puxão no cabelo, as roupas no banco de trás e vidros embassados na rua. Ricardo era não saber de amanhã, não ligar nunca, hoje como se fosse o último dia.

Gustavo franzino, artista, pintor, era cor de uma palheta fria que combina com dia de outono. Mas era bom gosto, companhia agradável, muitas semelhanças, longas conversas ao telefone todos os dias, risada inteligente e nenhum beijo. Gustavo, era sábado no circuito alternativo de cinema, quinta no bistrot, sexta no boteco. Joana às vezes achava que Gustavo era gay e não sabia, ele há muito tempo insistia.

Cabelos cor de sol, olhos de mar, incenso, era Pedro. Pulo de pára-quedas, trilha na mata, aventura, skate, prancha no carro, pé na areia, liberdade.  Noite juntos e acordar abraçados,  quinta e sexta, em tempo nublado sábado e domingo quando ele ligava. Pedro e Joana o compromisso descompromissado, telefone que atende quando quer, escolha predileta, coração disparado, e a distância até onde vai a saudade para não machucar.

Joana era gostar do Roberto, Rafael, Ricardo, Gustavo e Pedro. Para ela, tão diferentes, únicos e complementares. Joana era não ter nenhum deles ou ter todos e precisar de todos em um, nenhum. Nenhum sonho. Joana para eles a apaixonada, para as outras máscara, invejada, solteira, libertária daquelas que não casam.

Joana, ela mesma,  era solidão acompanhada.

 

Mulher sem Razão – Adriana Calcanhoto

PS.:  Queridos desculpem a ausência, em breve terei um monte de novidades aqui e prometo estar mais presente! Este post é uma obra de ficção!  bjos

Ela nunca sabe como ele chega, só percebe quando se vai.
Ele continua.
Ela se equilibra e tenta arrumar a bagunça que a partida dele deixou.
Toda vez que aparece, ele parece já fazer parte de tudo.
Conhece cada sorriso, estímulo e as coisas certas para falar.
Ela é conforto e moradia em seus breves abraços.
Bocas que encaixam há muito tempo em sintonia.
Mãos que percorrem os corpos, o gosto conhecido.
Suor dele, saudade dela.

Coração descompassado que sempre trazia a certeza.
Velhos conhecidos que nunca diziam Adeus.

Novos amores brincavam de permanecer e iam embora.
Eles sabiam.
A roda gigante da vida girava e parava sempre no mesmo lugar .
Um novo dia eram eles de novo.
Corpos perdidos na madrugada sem dia seguinte.
Ele constatava o fato, resignado.
Ela encruzilhada, de tanta falta, aprendeu a viver sozinha em novos caminhos.
Com ele ainda deitado, ela e foi embora, disse Adeus.

Ouvindo: Ainda Gosto Dela – Skank, fazia tempo que eles não faziam uma balada boa dessas!

PS.: Puxa, que saudade! Depois de tanto textos iniciados e inacabados finalmente consegui terminar esse aqui! Prometoaparecer mais e visitar todo mundo que eu adoro e também atualizar  os blogs que eu leio! Obrigada pelo carinho sempre! muitos beijos

 

Ele fazia perguntas que ninguém entendia, seus cabelos claros desgrenhados combinavam com a sua inquietude.
No curso de cinema era aquele que deixava todos pensativos. Gostava do plano das idéias e polemizar com as improbabilidades, adorava fechar os olhos e  trancado no quarto tocar sua guitarra.
Enquanto a maioria torcia o nariz para ele, ela achava graça. Pequenina, cabelos escuros cacheados, olhos amendoados, falava baixo e ria engraçado. Seu pai dizia que lembrava um esquilo como mostrava os dentes e o barulho estranho que emitia.
Gostava de livros de ficção cientifica, mas não contava para ninguém.
Aos poucos começaram a sentar mais perto, mas nunca se falavam. Os risos trocados no ar ficaram comuns e não ruborizavam mais as faces. Ela saia todo dia mais bonita para que ele a notasse. Ele a percebeu um dia, rindo quietinha como se viesse de outro mundo.
Quase querer, em uma quarta-feira cinzenta, ele foi para o ponto e ela correu atrás, pegaram o mesmo ônibus.
Ele sentou-se rápido e abriu um livro. Ela apressou os passos, sentou ao lado e logo puxou papo.
Conversaram sobre as muitas coisas do mundo, desceram no ponto dele. Foram direto para o quarto que ele dividia com um amigo.
As roupas ficaram no caminho, percorrido pelas risadas e os beijos descompassados.  A menina tímida era mulher entregue ao homem menino.
Quase estranhos viraram velhos conhecidos brincando de “descobrir” durante toda à tarde. Ela nunca mais esqueceu o gosto de saliva que tomou conta do seu corpo, ele ficou com o cheiro de baunilha no travesseiro, em todo lugar.

Foi assim que se conheceram…

Ouvindo: Crash Into Me- Dave Matthews Band , música  maravilhosa para todos aqueles que como eu mergulham de cabeça nos sentimentos!

 

PS.: Queridos! Adorei os comentários sobre o filme, fiquei super feliz em saber que ele também deixou vocês meio “chocados”! O melhor desse espaço é esse encontro voluntário  de pessoas sensíveis, queridas e inteligentes! Obrigada pelo carinho! bjos

Demorei bastante para conseguir assistir esse filme, já que quando ouvi falar dele há tempos atrás, sempre o associava uma pessoa que foi um divisor de águas na minha vida.
Um rapaz, que assim como eu, ama a natureza, a liberdade, a rouquidão incrível e as letras vibrantes sentimentais do Eddie Veder, autor de toda a trilha sonora do filme.
O filme é uma lição de vida daquelas que te deixa pensativo e ajuda a reavaliar as escolhas cotidianas. Into The Wild conta a história real de um jovem que larga tudo em busca da liberdade, natureza e autoconhecimento viajando durante 2 anos pela costa norte-americana rumo ao Alasca.
Para mim, Into The Wild não é apenas mais um filme que grita liberdade, é um retrato da minha ilusão adolescente de que a fuga era a única solução para os problemas, e principalmente a víscera necessária à mínima compreensão da grandiosidade da natureza perante a nossa mera existência. Mas não vou limitar o filme assim, paro as minhas impressões por aqui, e deixo o convite para que vocês assistam sozinhos ou acompanhados, imersos em suas próprias fugas, sonhos e ilusões assim como eu fiz! Depois me contem o que acharam e sentiram.
Para ele, depois do filme resolvi mandar um sinal de fumaça, e tenho certeza de que vai adorar o filme e da trilha sonora!

 

PS.: Apesar de gostar muitíssimo de escrever, sinto falta nesse blog de um espaço de discussão de outras coisas que movem meus dias.
A partir de hoje, passarei a intercalar meus textos com todas as coisas que transformam a minha forma de pensar o mundo e fazem meus olhos brilharem. Assim, além de trocar informações com vocês, conseguirei atualizar o blog com mais freqüência. Espero que gostem!

Beijos aos queridos! Liberdade e natureza para todo e sempre!

E se corresse dali, com o vestido nas mãos, as lágrimas borrando os olhos e a boca cheia de mentiras para contar.

Poderia espantar o mundo com a sua nudez descabida,  tristeza nos olhos e buraco no coração.

Ou se não quisesse que ninguém soubesse,  sairia devagar pela porta de cara lavada e se esconderia na casa de alguma amiga para que ele não a encontrasse se procurasse.

Depois do vinho, amaram-se a noite inteira.

Bocas que percorriam os corpos, olhos que brilhavam cúmplices, suores que umedeciam os lençóis, aromas que invadiam o quarto, suspiros e gemidos que se ouviam longe. A cama batia na parede e eles riam de quem pudesse ouvir.

Ato consumado ele dormia espalhado, tranquilo. Ela tentava chorar baixo no banheiro, com o corpo ainda suado.

Sabia que não devia, mas a vontade era de pular em cima dele e bater com toda força para que  nunca mais esquecesse.

Como alguém que poderia machucar quando quisesse seu útero preferia despedaçar seu coração?

Respirou fundo aos soluços, podia acordá-lo e pedir que explicasse. Mas não havia o que falar, estava tudo ali.

Quanta vergonha! Sabia que bilhetes guardados no armário em caixas, lá devem ficar.

Ficou parada olhando aquele corpo nu tão livre bem a sua frente. Observou cada nuance do cabelo, a largura das costas, o torneado das pernas, o formato dos joelhos, o tamanho das mãos.

Quanto mais observava, mais seu coração brincava de bater descompassado entre o ódio da traição e o fascínio da paixão.

Acalmou-se aos poucos, sabia que era capaz de tudo, só não podia perdê-lo. Se ele descobrisse toda aquela cena, a desconfiança, ela sabia que o perderia para sempre.

E se fingisse que aquilo nunca aconteceu?

Se estava guardado era para que ninguém soubesse, talvez nem ele lembrasse, não tivesse importância.

 Segurou o choro, acalmou-se aos poucos, arrumou tudo como estava tomando cuidado com o barulho.

Deitou ao lado dele devagar, colocou uma de suas mãos em sua cintura. Ele a encaixou em seu tronco sem abrir os olhos.

Dormiram abraçados, amanheceram com o sol na fresta da janela. Ele ainda embriagado de sono sorria, ela em cima dele o amou como se fosse a última vez.

Ouvindo Don’t say Goodnight- Tuana:

PS.: Beijos aos queridos… Este texto é uma ficção inspirada no incrível livro de contos:  Histórias de Amor- Rubem Fonseca. A história do post anterior continua um outro dia!

Muitos dias depois, eles se encontraram quase sem querer naquela esquina.
Ela fingiu que não viu, ele atravessou em passos rápidos e a segurou pelo braço.
Quando se virou ela fingiu espanto, ele abriu um sorriso largo.
Lá estava ele com seus cabelos desgrenhados, olhos vibrantes e rosto rosado, leve. Ela apesar dos mesmos traços trazia no semblante uma certa contradição arredia,tensa.
Trocaram poucas palavras. Ele tropeçou na simpatia, ela não o deixou ir além, olhou para o chão, o alto e a multidão.
Despediram-se desajeitados. Ele seguiu e ligou para um amigo combinando uma partida de futebol à noite.
Ela ao chegar no quarto pegou o porta-retrato esquecido na escrivaninha e jogou contra a parede. Chorou durante três dias e duas noites. 
Depois daquele encontro, ela passou a se maquiar todos os dias pela manhã.  Ele mudou o caminho. 

Ouvindo: Música-Vanessa da Matta 

PS.:Beijos aos queridos que me fazem sorrir e refletir com seus comentários sempre tão bacanas!!! Estou quase de férias contando os dias para ver que o Rio de Janeiro continua lindo… Adorei os comentários do post anterior, em poucas palavras: Azrael mágico! Pedro cético!Srtª. Bia sigular! Anna Clara intrigante!Flá querida! w.Moscollini linda!Mirabelle sublime!Renata bem-vinda!

Os sonhos corriam do outro lado da rua, freneticamente, em uma dança só deles.
Confusa, observou pela janela sem entender ao certo em que momento havia deixado-os escapar. Sabia que sonhos devem caminhar ao lado ensinando o caminho rumo ao horizonte.
Bem no fundo, entendia a fuga. Há muito tempo havia deixado seus preciosos de lado.
Mas como trazê-los de volta?
Os caminhos que a levaram sempre aos mesmos lugares não chegavam ao outro lado da rua. Tão perto e tão distante era só nisso que pensava.
Em um novo dia no mesmo caminho, resolveu transformar a rotina. Começou a prestar atenção ao redor.
A primeira vista reparou nas cores que ninguém vê. Ganhou no dia seguinte, um encontro com nuvens gordas que desenhavam bichinhos animados e a amizade das árvores que cantarolavam enquanto brotavam no inverno flores roxas.
Cada dia era um motivo, um sorriso. Novidade velha que parecia nova.
Sem perceber começou a descobrir novos caminhos dentro dos antigos, e um dia quase sem querer foi parar do outro lado da rua.
Quando chegou lá, avistou no alto a roupa de bailarina dançando harmoniosa procurando um par, os cachorros brincando por todo lado a espera do colo de sua dona e os livros de páginas brancas esperando ansiosos por palavras.
Hesitou por um momento, os sonhos ainda pareciam altos dificíeis de alcançar com os pés no chão. Respirou fundo e com todo o impulso que tinha pulou bem alto, agarrando um a um com toda a força que só pertence àqueles que acreditam. 
Desde então, caminha com eles lado a lado com passos firmes no ar e chão, rumo ao horizonte. 

PS.: Beijos aos queridos! Saudades de todos!!!Agradecimento a querida amiga Dani que quando elegeu três coisas para gostar na vida escolheu nuvens gordas, árvores e vacas.