Quem lê sabe a verdade, que ainda é pouco e parece até metade.

Tenho dormido acordada, palavras invadem minha mente e no meio da madrugada muitas histórias precisam da folha branca.

A inspiração voltou e eu brigo com o relógio para que ele e todo o mundo me dêem tempo.

Resolvi voltar a colorir meus rabiscos, assistir todos os filmes que ainda não vi, ler todos os livros que ainda não li. Inventar histórias, criar personagens fazendo novos amigos, desenhar estrelas no teto.

Voltei a gritar ao vento, cantarolar e dançar na madrugada, chorar de alegria em comercial de margarina, esbravejar quando sinto vontade, não permitir que me magoem por vaidade, sorrir para cachorros, pular ondas, planejar viagens, abraçar muito os queridos, andar descalça no mato, expulsei o amor perdido do dia-a-dia e guardei na gaveta.

As lágrimas não embaçam mais os olhos, meu sorriso voltou para os retratos.

Tracei um plano de desapego do que era e não existe mais. Chamei de o retorno do que sempre foi e de tudo que ainda será.

Todo fim é um recomeço e eu resolvi enfiar o pé na porta da vida.

 

 

 PS.: Beijo enorme aos queridos e obrigada pelos comentários sempre positivos e inspiradores! Como diz a fantástica Fernanda Mello: “ainda bem que a gente tem a gente!”…

 Ouvindo muito: Read my Mind -The Killers/ Song For You – Alexi Murdoch.