Ela nunca sabe como ele chega, só percebe quando se vai.
Ele continua.
Ela se equilibra e tenta arrumar a bagunça que a partida dele deixou.
Toda vez que aparece, ele parece já fazer parte de tudo.
Conhece cada sorriso, estímulo e as coisas certas para falar.
Ela é conforto e moradia em seus breves abraços.
Bocas que encaixam há muito tempo em sintonia.
Mãos que percorrem os corpos, o gosto conhecido.
Suor dele, saudade dela.
Coração descompassado que sempre trazia a certeza.
Velhos conhecidos que nunca diziam Adeus.
Novos amores brincavam de permanecer e iam embora.
Eles sabiam.
A roda gigante da vida girava e parava sempre no mesmo lugar .
Um novo dia eram eles de novo.
Corpos perdidos na madrugada sem dia seguinte.
Ele constatava o fato, resignado.
Ela encruzilhada, de tanta falta, aprendeu a viver sozinha em novos caminhos.
Com ele ainda deitado, ela e foi embora, disse Adeus.
Ouvindo: Ainda Gosto Dela – Skank, fazia tempo que eles não faziam uma balada boa dessas!
PS.: Puxa, que saudade! Depois de tanto textos iniciados e inacabados finalmente consegui terminar esse aqui! Prometoaparecer mais e visitar todo mundo que eu adoro e também atualizar os blogs que eu leio! Obrigada pelo carinho sempre! muitos beijos


17 comments
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Setembro 28, 2008 às 3:56 pm
pedro favaro
Pode ir e vir mas o sentimento prossegue.
Firme.
Setembro 28, 2008 às 4:34 pm
Drika
q bom q voltaste!!!
seus textos me são tão familiares.
este é só mais um deles, perfeito!
beijo.
Setembro 29, 2008 às 1:57 pm
azrael
qdos as encruzilhadas viram labirintos dizer um “adeus” é como encontrar o novelo mágico para encontrar finalmente a saida
Setembro 29, 2008 às 8:25 pm
Daniel
Algumas feridas são para sempre. Não curam jamais. Fica lá, perenes e serenas … é como uma pequena casca de um machucado que demora a sair, porque sempre tentamos tirar a casquinha e ela sangra. Ou quando a esquecemos dela … batemos com a ferida na quina de alguma porta, ou mesa … e ela sangra de novo. Fazendo um novo e pequeno machucado.
Acho que isso faz parte.
Mas quando saram, em partes … e quisermos nos lembrar … basta olhar para elas e com isso … tirarmos força para seguir em frente. Caminhante. Sempre.
Fácil, não. Nem um pouco, principalmente para mim … que vivo tentando encontrar respostas. Sou todo coração.
Setembro 29, 2008 às 8:35 pm
♥ Lyani
que voltou e com um texto lindo!
Adorei!
A música acompanhou!
bjos e boa semana
Ly
Outubro 1, 2008 às 3:23 am
Elcio
Textos começados e inacabados…creio q nem sempre seja nossa intenção mostrar-nos realmente.
Gostei do texto, e uma frase me chamou a atencao:
“Corpos perdidos na madrugada sem dia seguinte.”
Mt feliz mesmo.
Parabens.
Bjs
Outubro 3, 2008 às 7:09 pm
carlam.
ah, a gente sempre vendo as feridas e esquecendo de nos dar cicatrizes…
adorei teu blog, leve, gostoso, mas com sabor.
abraço,
Outubro 4, 2008 às 4:43 am
Pedro
Uma das coisas mais difíceis é dizer adeus.
Outubro 4, 2008 às 4:30 pm
Talita
é difícil dizer adeus, mas ela pelo menos tomou coragem para ter um novo rumo na vida ;D
Obrigadaa
tenha um ótimo fim de semana ^^
*:
Outubro 7, 2008 às 4:12 pm
Sweet T
Que lindo…
Que real…
E que doloroso…
Tenho dito muitos adeus
Escolhas minhas… você sempre pode escolher
Dessa vez as lágrimas não atrapalham a visão
São adeus, que também são oi
Uma vida nova, folha em branco te pedindo pra brincar
Escreva mais… seus textos são ótimos!!!
Beijos!
Outubro 9, 2008 às 7:27 pm
Elcio
Passei por aqui….outra vez..rss
bjs
Outubro 9, 2008 às 11:43 pm
flor.
“chegou a hora do adeus, nós ja viramos essa página,
separe tudo o que for seu, me deixa apenas as minhas lágrimas.”
lembrei dessa musica..
Soool! esse blog é definitivo..juro hehehe
beijaooooo
Outubro 16, 2008 às 7:40 pm
Girassol
Tem adeus que é respiro, ar. Senti isso quando li seu texto. As janelas estão abertas, que ela possa voar e descobrir o resignificado de lençóis brancos fresquinhos na cama.
Simplicidade é tudo na vida, e as vezes não precisa muito, tudo é muito simples, como um adeus…
bjs!
Outubro 18, 2008 às 7:11 pm
carol
sumiu, desapareceu…
Outubro 20, 2008 às 10:47 am
ricardo penachi de camargo
Adeus é solitário, ímpar, unigênito…
Novembro 3, 2008 às 2:51 am
Nat
Meu deus…esse texto e tantos outros q eu li são tão…soam tão familiares que chega doer.
Sensacional!!
Não abandona o blog não… =)
beijos
Janeiro 14, 2009 às 2:11 am
Carol Rodrigues
Mudar de ares, seguir novos rumos… Tão necessário e ás vezes tão difícil…
Adorei