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Me deparei com diversos personagens, nenhum astro em destaque, muitas histórias paralelas e principalmente um clima de “a vida como ela é”com maquiagem hollywodiana e uma bela dose de bom humor.
O filme me lembrou as diversas conversas que tive por horas com amigas em situações muito semelhantes. Sai do cinema, com uma lição que eu já conhecia, mas que não custa repetir como MANTRA: ele não ligou, não foi, esqueceu o aniversário, trocou por outra, está confuso, não é bom o suficiente e blá blá blá, o único significado é Ele não está afim!
E a receita infalível ou fórmula mágica que garante que duas pessoas fiquem juntas, é o AMOR COMPARTILHADO, que só acontece quando temos amor próprio suficiente para doar ao outro.
“Ele não está tão afim de você” é um filme que para indicar para as amigas e rir com os amigos, é também para aqueles que acreditam que AMOR só existe com sintonia e reciprocidade.
Música: Last Goodbye – voz linda da Scarlett Johansson.
PS>: Beijos aos queridos, e todo AMOR CORRESPONDIDO desse MUNDO!

Tenho trabalhado tanto, mas sempre penso em vc. Mais de tardezinha que de manhã, mais naqueles dias que parecem poeira assenta e com mais força quando a noite avança. Não são pensamentos escuros, embora noturnos…
Sabe, eu me perguntava até que ponto você era aquilo que eu via em você ou apenas aquilo que eu queria ver em você. Eu queria saber até que ponto você não era apenas uma projeção daquilo que eu sentia, e se era assim, até quando eu conseguiria ver em você todas essas coisas que me fascinavam e que no fundo, sempre no fundo, talvez nem fossem suas, mas minhas, e pensava que amar era só conseguir ver, e desamar era não mais conseguir ver, entende?
Eu quis tanto ser a tua paz, quis tanto que você fosse o meu encontro. Quis tanto dar, tanto receber. Quis precisar, sem exigências. E sem solicitações, aceitar o que me era dado. Sem ir além, compreende? Não queria pedir mais do que você tinha, assim como eu não daria mais do que dispunha, por limitação humana. Mas o que tinha, era seu.
Mas se você tivesse ficado, teria sido diferente?
Melhor interromper o processo em meio: quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais — por que ir em frente?
Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia — qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê. Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido.
Tinha terminado, então. Porque a gente, alguma coisa dentro da gente, sempre sabe exatamente quando termina.
Mas de tudo isso, me ficaram coisas tão boas. Uma lembrança boa de você, uma vontade de cuidar melhor de mim, de ser melhor para mim e para os outros. De não morrer, de não sufocar, de continuar sentindo encantamento por alguma outra pessoa que o futuro trará, porque sempre traz, e então não repetir nenhum comportamento. Ser novo.
Mesmo que a gente se perca, não importa. Que tenha se transformado em passado antes de virar futuro. Mas que seja bom o que vier, para você, para mim. Te escrevo, enfim, me ocorre agora, porque nem você nem eu somos descartáveis.
. . . E eu acho que é por isso que te escrevo, para cuidar de ti, para cuidar de mim – para não querer, violentamente não querer de maneira alguma ficar na sua memória, seu coração, sua cabeça, como uma sombra escura.
Ouvindo: Ray LaMontagne – Write You A Letter
Beijos ao queridos…E agradecimento e licença poética ao Caio Fernando de Abreu que traduziu o sentimento em palavras…
Era Roberto, suas pernas longas pesadas, cabelos macios, o seu homem das segundas-feiras. Longos beijos e mãos que brincavam pelo corpo no primeiro dia da semana na saída do trabalho.
Roberto garantia o sorriso, a piada fácil. Depois do horário combinado era sempre celular desligado, desculpa esfarrapada.
De tanto Roberto contar histórias, Joana se convenceu de que não ia mais ouvi-las, apenas o queria nas segundas-feiras, nos sorrisos maliciosos e olhares trocados no escritório.
Cabelo castanho claro todo alinhado, roupas de grife, Rafael o eterno atual ex-namorado. Gostava da família, simpático com as crianças e animais, levava aos restaurantes, era cama morna de vez quando, nome do filho escolhido.
Era terça, quarta-feira, sábados na madrugada solitária em que ninguém atendia Joana, às vezes domingo, era rotina.
Tatuagem no braço, alargador na orelha, cabelo escuro e pele branca, DJ, era Ricardo. Joana insegura, qualquer dia da semana. Conversa pensada até a mordida nos lábios, o GOSTOSA no ouvido, o puxão no cabelo, as roupas no banco de trás e vidros embassados na rua. Ricardo era não saber de amanhã, não ligar nunca, hoje como se fosse o último dia.
Gustavo franzino, artista, pintor, era cor de uma palheta fria que combina com dia de outono. Mas era bom gosto, companhia agradável, muitas semelhanças, longas conversas ao telefone todos os dias, risada inteligente e nenhum beijo. Gustavo, era sábado no circuito alternativo de cinema, quinta no bistrot, sexta no boteco. Joana às vezes achava que Gustavo era gay e não sabia, ele há muito tempo insistia.
Cabelos cor de sol, olhos de mar, incenso, era Pedro. Pulo de pára-quedas, trilha na mata, aventura, skate, prancha no carro, pé na areia, liberdade. Noite juntos e acordar abraçados, quinta e sexta, em tempo nublado sábado e domingo quando ele ligava. Pedro e Joana o compromisso descompromissado, telefone que atende quando quer, escolha predileta, coração disparado, e a distância até onde vai a saudade para não machucar.
Joana era gostar do Roberto, Rafael, Ricardo, Gustavo e Pedro. Para ela, tão diferentes, únicos e complementares. Joana era não ter nenhum deles ou ter todos e precisar de todos em um, nenhum. Nenhum sonho. Joana para eles a apaixonada, para as outras máscara, invejada, solteira, libertária daquelas que não casam.
Joana, ela mesma, era solidão acompanhada.
Mulher sem Razão – Adriana Calcanhoto
PS.: Queridos desculpem a ausência, em breve terei um monte de novidades aqui e prometo estar mais presente! Este post é uma obra de ficção! bjos
Ela nunca sabe como ele chega, só percebe quando se vai.
Ele continua.
Ela se equilibra e tenta arrumar a bagunça que a partida dele deixou.
Toda vez que aparece, ele parece já fazer parte de tudo.
Conhece cada sorriso, estímulo e as coisas certas para falar.
Ela é conforto e moradia em seus breves abraços.
Bocas que encaixam há muito tempo em sintonia.
Mãos que percorrem os corpos, o gosto conhecido.
Suor dele, saudade dela.
Coração descompassado que sempre trazia a certeza.
Velhos conhecidos que nunca diziam Adeus.
Novos amores brincavam de permanecer e iam embora.
Eles sabiam.
A roda gigante da vida girava e parava sempre no mesmo lugar .
Um novo dia eram eles de novo.
Corpos perdidos na madrugada sem dia seguinte.
Ele constatava o fato, resignado.
Ela encruzilhada, de tanta falta, aprendeu a viver sozinha em novos caminhos.
Com ele ainda deitado, ela e foi embora, disse Adeus.
Ouvindo: Ainda Gosto Dela – Skank, fazia tempo que eles não faziam uma balada boa dessas!
PS.: Puxa, que saudade! Depois de tanto textos iniciados e inacabados finalmente consegui terminar esse aqui! Prometoaparecer mais e visitar todo mundo que eu adoro e também atualizar os blogs que eu leio! Obrigada pelo carinho sempre! muitos beijos

Ele fazia perguntas que ninguém entendia, seus cabelos claros desgrenhados combinavam com a sua inquietude.
No curso de cinema era aquele que deixava todos pensativos. Gostava do plano das idéias e polemizar com as improbabilidades, adorava fechar os olhos e trancado no quarto tocar sua guitarra.
Enquanto a maioria torcia o nariz para ele, ela achava graça. Pequenina, cabelos escuros cacheados, olhos amendoados, falava baixo e ria engraçado. Seu pai dizia que lembrava um esquilo como mostrava os dentes e o barulho estranho que emitia.
Gostava de livros de ficção cientifica, mas não contava para ninguém.
Aos poucos começaram a sentar mais perto, mas nunca se falavam. Os risos trocados no ar ficaram comuns e não ruborizavam mais as faces. Ela saia todo dia mais bonita para que ele a notasse. Ele a percebeu um dia, rindo quietinha como se viesse de outro mundo.
Quase querer, em uma quarta-feira cinzenta, ele foi para o ponto e ela correu atrás, pegaram o mesmo ônibus.
Ele sentou-se rápido e abriu um livro. Ela apressou os passos, sentou ao lado e logo puxou papo.
Conversaram sobre as muitas coisas do mundo, desceram no ponto dele. Foram direto para o quarto que ele dividia com um amigo.
As roupas ficaram no caminho, percorrido pelas risadas e os beijos descompassados. A menina tímida era mulher entregue ao homem menino.
Quase estranhos viraram velhos conhecidos brincando de “descobrir” durante toda à tarde. Ela nunca mais esqueceu o gosto de saliva que tomou conta do seu corpo, ele ficou com o cheiro de baunilha no travesseiro, em todo lugar.
Foi assim que se conheceram…
Ouvindo: Crash Into Me- Dave Matthews Band , música maravilhosa para todos aqueles que como eu mergulham de cabeça nos sentimentos!
PS.: Queridos! Adorei os comentários sobre o filme, fiquei super feliz em saber que ele também deixou vocês meio “chocados”! O melhor desse espaço é esse encontro voluntário de pessoas sensíveis, queridas e inteligentes! Obrigada pelo carinho! bjos
E se corresse dali, com o vestido nas mãos, as lágrimas borrando os olhos e a boca cheia de mentiras para contar.
Poderia espantar o mundo com a sua nudez descabida, tristeza nos olhos e buraco no coração.
Ou se não quisesse que ninguém soubesse, sairia devagar pela porta de cara lavada e se esconderia na casa de alguma amiga para que ele não a encontrasse se procurasse.
Depois do vinho, amaram-se a noite inteira.
Bocas que percorriam os corpos, olhos que brilhavam cúmplices, suores que umedeciam os lençóis, aromas que invadiam o quarto, suspiros e gemidos que se ouviam longe. A cama batia na parede e eles riam de quem pudesse ouvir.
Ato consumado ele dormia espalhado, tranquilo. Ela tentava chorar baixo no banheiro, com o corpo ainda suado.
Sabia que não devia, mas a vontade era de pular em cima dele e bater com toda força para que nunca mais esquecesse.
Como alguém que poderia machucar quando quisesse seu útero preferia despedaçar seu coração?
Respirou fundo aos soluços, podia acordá-lo e pedir que explicasse. Mas não havia o que falar, estava tudo ali.
Quanta vergonha! Sabia que bilhetes guardados no armário em caixas, lá devem ficar.
Ficou parada olhando aquele corpo nu tão livre bem a sua frente. Observou cada nuance do cabelo, a largura das costas, o torneado das pernas, o formato dos joelhos, o tamanho das mãos.
Quanto mais observava, mais seu coração brincava de bater descompassado entre o ódio da traição e o fascínio da paixão.
Acalmou-se aos poucos, sabia que era capaz de tudo, só não podia perdê-lo. Se ele descobrisse toda aquela cena, a desconfiança, ela sabia que o perderia para sempre.
E se fingisse que aquilo nunca aconteceu?
Se estava guardado era para que ninguém soubesse, talvez nem ele lembrasse, não tivesse importância.
Segurou o choro, acalmou-se aos poucos, arrumou tudo como estava tomando cuidado com o barulho.
Deitou ao lado dele devagar, colocou uma de suas mãos em sua cintura. Ele a encaixou em seu tronco sem abrir os olhos.
Dormiram abraçados, amanheceram com o sol na fresta da janela. Ele ainda embriagado de sono sorria, ela em cima dele o amou como se fosse a última vez.
Ouvindo Don’t say Goodnight- Tuana:
PS.: Beijos aos queridos… Este texto é uma ficção inspirada no incrível livro de contos: Histórias de Amor- Rubem Fonseca. A história do post anterior continua um outro dia!
Muitos dias depois, eles se encontraram quase sem querer naquela esquina.
Ela fingiu que não viu, ele atravessou em passos rápidos e a segurou pelo braço.
Quando se virou ela fingiu espanto, ele abriu um sorriso largo.
Lá estava ele com seus cabelos desgrenhados, olhos vibrantes e rosto rosado, leve. Ela apesar dos mesmos traços trazia no semblante uma certa contradição arredia,tensa.
Trocaram poucas palavras. Ele tropeçou na simpatia, ela não o deixou ir além, olhou para o chão, o alto e a multidão.
Despediram-se desajeitados. Ele seguiu e ligou para um amigo combinando uma partida de futebol à noite.
Ela ao chegar no quarto pegou o porta-retrato esquecido na escrivaninha e jogou contra a parede. Chorou durante três dias e duas noites.
Depois daquele encontro, ela passou a se maquiar todos os dias pela manhã. Ele mudou o caminho.
Ouvindo: Música-Vanessa da Matta
PS.:Beijos aos queridos que me fazem sorrir e refletir com seus comentários sempre tão bacanas!!! Estou quase de férias contando os dias para ver que o Rio de Janeiro continua lindo… Adorei os comentários do post anterior, em poucas palavras: Azrael mágico! Pedro cético!Srtª. Bia sigular! Anna Clara intrigante!Flá querida! w.Moscollini linda!Mirabelle sublime!Renata bem-vinda!






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