Velhos conhecidos que nunca diziam Adeus

26 set

Ela nunca sabe como ele chega, só percebe quando se vai.
Ele continua.
Ela se equilibra e tenta arrumar a bagunça que a partida dele deixou.
Toda vez que aparece, ele parece já fazer parte de tudo.
Conhece cada sorriso, estímulo e as coisas certas para falar.
Ela é conforto e moradia em seus breves abraços.
Bocas que encaixam há muito tempo em sintonia.
Mãos que percorrem os corpos, o gosto conhecido.
Suor dele, saudade dela.

Coração descompassado que sempre trazia a certeza.
Velhos conhecidos que nunca diziam Adeus.

Novos amores brincavam de permanecer e iam embora.
Eles sabiam.
A roda gigante da vida girava e parava sempre no mesmo lugar .
Um novo dia eram eles de novo.
Corpos perdidos na madrugada sem dia seguinte.
Ele constatava o fato, resignado.
Ela encruzilhada, de tanta falta, aprendeu a viver sozinha em novos caminhos.
Com ele ainda deitado, ela e foi embora, disse Adeus.

Ouvindo: Ainda Gosto Dela – Skank, fazia tempo que eles não faziam uma balada boa dessas!

PS.: Puxa, que saudade! Depois de tanto textos iniciados e inacabados finalmente consegui terminar esse aqui! Prometoaparecer mais e visitar todo mundo que eu adoro e também atualizar  os blogs que eu leio! Obrigada pelo carinho sempre! muitos beijos

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17 Respostas to “Velhos conhecidos que nunca diziam Adeus”

  1. pedro favaro setembro 28, 2008 às 3:56 pm #

    Pode ir e vir mas o sentimento prossegue.
    Firme.

  2. Drika setembro 28, 2008 às 4:34 pm #

    q bom q voltaste!!!
    seus textos me são tão familiares.
    este é só mais um deles, perfeito!

    beijo.

  3. azrael setembro 29, 2008 às 1:57 pm #

    qdos as encruzilhadas viram labirintos dizer um “adeus” é como encontrar o novelo mágico para encontrar finalmente a saida

  4. Daniel setembro 29, 2008 às 8:25 pm #

    Algumas feridas são para sempre. Não curam jamais. Fica lá, perenes e serenas … é como uma pequena casca de um machucado que demora a sair, porque sempre tentamos tirar a casquinha e ela sangra. Ou quando a esquecemos dela … batemos com a ferida na quina de alguma porta, ou mesa … e ela sangra de novo. Fazendo um novo e pequeno machucado.
    Acho que isso faz parte.

    Mas quando saram, em partes … e quisermos nos lembrar … basta olhar para elas e com isso … tirarmos força para seguir em frente. Caminhante. Sempre.

    Fácil, não. Nem um pouco, principalmente para mim … que vivo tentando encontrar respostas. Sou todo coração.

  5. ♥ Lyani setembro 29, 2008 às 8:35 pm #

    que voltou e com um texto lindo!
    Adorei!
    A música acompanhou!
    bjos e boa semana
    Ly

  6. Elcio outubro 1, 2008 às 3:23 am #

    Textos começados e inacabados…creio q nem sempre seja nossa intenção mostrar-nos realmente.
    Gostei do texto, e uma frase me chamou a atencao:
    “Corpos perdidos na madrugada sem dia seguinte.”
    Mt feliz mesmo.
    Parabens.
    Bjs

  7. carlam. outubro 3, 2008 às 7:09 pm #

    ah, a gente sempre vendo as feridas e esquecendo de nos dar cicatrizes…

    adorei teu blog, leve, gostoso, mas com sabor.

    abraço,

  8. Pedro outubro 4, 2008 às 4:43 am #

    Uma das coisas mais difíceis é dizer adeus.

  9. Talita outubro 4, 2008 às 4:30 pm #

    é difícil dizer adeus, mas ela pelo menos tomou coragem para ter um novo rumo na vida ;D
    Obrigadaa
    tenha um ótimo fim de semana ^^

    *:

  10. Sweet T outubro 7, 2008 às 4:12 pm #

    Que lindo…
    Que real…
    E que doloroso…
    Tenho dito muitos adeus
    Escolhas minhas… você sempre pode escolher
    Dessa vez as lágrimas não atrapalham a visão
    São adeus, que também são oi
    Uma vida nova, folha em branco te pedindo pra brincar

    Escreva mais… seus textos são ótimos!!!
    Beijos!

  11. Elcio outubro 9, 2008 às 7:27 pm #

    Passei por aqui….outra vez..rss
    bjs

  12. flor. outubro 9, 2008 às 11:43 pm #

    “chegou a hora do adeus, nós ja viramos essa página,
    separe tudo o que for seu, me deixa apenas as minhas lágrimas.”

    lembrei dessa musica..

    Soool! esse blog é definitivo..juro hehehe

    beijaooooo

  13. Girassol outubro 16, 2008 às 7:40 pm #

    Tem adeus que é respiro, ar. Senti isso quando li seu texto. As janelas estão abertas, que ela possa voar e descobrir o resignificado de lençóis brancos fresquinhos na cama.

    Simplicidade é tudo na vida, e as vezes não precisa muito, tudo é muito simples, como um adeus…

    bjs!

  14. carol outubro 18, 2008 às 7:11 pm #

    sumiu, desapareceu…

  15. ricardo penachi de camargo outubro 20, 2008 às 10:47 am #

    Adeus é solitário, ímpar, unigênito…

  16. Nat novembro 3, 2008 às 2:51 am #

    Meu deus…esse texto e tantos outros q eu li são tão…soam tão familiares que chega doer.
    Sensacional!!
    Não abandona o blog não… =)

    beijos

  17. Carol Rodrigues janeiro 14, 2009 às 2:11 am #

    Mudar de ares, seguir novos rumos… Tão necessário e ás vezes tão difícil…

    Adorei

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