Arquivo | esperança RSS feed for this section

Conversas francas…..

10 fev

Imagem

Ontem conversamos sobre a falta que faz o toque, o beijo e os olhos.

É tão estranho pedir atenção para quem parece estar tão perto .

A rotina corre os dias e os dias que escorrem as vezes levam a atenção que devíamos ter.

Perdemos os momentos vivendo o que acontece nas telas dos celulares, na televisão, na conversa com o vizinho, na bobagem do trabalho e nos esquecemos…

De fazer presença e estar presente na mesa do jantar, ao lado na cama, no beijos  e nos pequenos instantes

Apesar da dolorida franqueza sinto que saímos mais inteiros daquela conversa.

Mais dispostos a ficar…a pertencer, permanecer… a se olhar…

Entre o retorno de saturno e o meu

27 nov

“E aos vinte e nove, com o retorno de Saturno. Decidi começar a viver” (29 – Legião urbana)

Se os dias que passaram tão rápido fossem parte de um mesmo calendário que despencasse folhas ao chão sem que eu pudesse limpá-las, talvez eu compreendesse como as tantas  lágrimas e os espontâneos sorrisos da minha juventude eram únicos e efêmeros.

Talvez eu não levasse  tão a sério as  grandes batalhas que travei contra mim mesma e os outros  e olhasse com brilho real a magnitude dos pequenos momentos.

E se eu abandonasse no chão a velha armadura que construi 10.585 dias atrás e começasse tudo de novo. Abrisse aos olhos devagar ainda incomodada com a claridade,  sorrisse radiante para as pessoas que me amam e estão ao meu redor e a cada dia me propusesse a descobrir, redescobrir e aprender algo novo?

____________________________

 

Deixo para vocês uma música linda:

 

Beijos ao queridos. A minha aventura começa hoje 27 de novembro de 2010 e a partir de hoje eu compartilharei neste blog s e neste tumbrl  a minha tentativa de desconstruir velhos hábitos antes dos 30 http://dehdemari.tumblr.com

Iniciarei agora a minha lista das 29 coisas que quero deixar para trás antes dos 30, publico ainda esta semana.


Amor é moradia…

12 mar

Hoje eu não vou brigar com você por causa de nenhuma banalidade que me incomoda o caminho.
Eu admito que esperei a música tocar para cantar no seu ouvido aquelas coisas que não tenho coragem de dizer.
Quase nunca sou exata, me equilibro entre a menina que sou e a mulher que você deseja que eu seja.
Ontem eu te perguntei: Como você me escolheu?
Sem pestanejar, você disse que sempre soube, que essas coisas nós simplesmente sentimos.
Sempre fico sem palavras quando te escuto falar assim, porque em mim, nosso amor está sendo construído como uma casa.
Quando você chegou aqui, eu era apenas um terreno daqueles vazios com ervas daninhas para serem arrancadas e um projeto nas mãos de como seria o meu cantinho colorido.
Você arrancou todas as ervas, plantou sementes no jardim e juntos começamos a levantar pequenas paredes, colocamos as janelas e trancamos a porta.
E nem sempre é fácil, nós somos tão diferentes, não é mesmo?
Mas desde o começo foi assim, você sabia que era eu de cara e eu ressabiada decidi ser feliz ao invés de ter razão.
E hoje quando eu falo a mesma coisa mil vezes e você ao invéns de tentar argumentar me acalma com um demorado abraço, eu tenho a certeza de que o nosso Amor é Moradia.

Beijos aos queridos, obrigada pelo carinho sempre e desculpem a ausência.

A arte do encontro

4 mar

essaok

A vida reservou para eles um novo encontro desencontrado, o transito que ganhou do relógio, avião com a hora marcada para partir e a distância de um oceano. 

Viveram meses a espera da chegada com a certeza da partida, ela disfarçava o olhar que mirava o calendário. Ele de volta escolheu a improbabilidade da distância, juntos fingiram esquecer a espera.  

A sintonia leve separada pelo oceano, próxima era jogo de cartas abertas entrega e fuga. Confusão daqueles que tentam evitar o inevitável: deixar o futuro pertencer ao tempo.

Ela não entendia, acreditava que cabia a eles embriagarem-se em beijos, passarem noites sem dormir. Tinha o brilho de volta aos olhos, o sorriso bobo da lembrança no rosto e a esperança do infinito em possibilidades.
Ele explicou a escolha sensata,  a distância que separava os corpos era a melhor saída para certeza da partida e evitaria a tristeza do fim.    

Seus sonhos, eram sonhos que só existiriam em liberdade do outro lado de seus mundos distantes.
Ela sabia que ele chegaria aonde quisesse, mas acreditava que sonhos não sobrevivem sós quando compartilhados com outros sonhos são realidade*. 

Coração cansado segurou a batida, resignada tentou compreender que juntos seriam solidão acompanhada e guardou os suspiros de novos dias.

Vida planejada, ele desencontrava o encontro driblando o inesperado, mas era ato falho verdade que os olhos escondiam. Ela na caótica cidade de tons de cinza  buscava alcançar o inesperado e cada vez que desistia sabia que mentia para si mesma.

Jogando com a impresivibilidade e todas as cartas na mesa era chegada a nova partida.  Despediram-se vivendo em uma noite a falta dos outros dias.  

Corpos envolvidos em vontade, desejo, receio,troca e saudade, certeza de meses de ausência, ventania de sentimentos brinquedo do tempo, conhecidos de longa data conhecendo-se pela primeira vez.

 
Lenine- Todos os caminhos          

PS.: Beijos aos queridos.  Citando o lindo Vínicius de Moraes: “A vida é a arte do encontroembora haja tanto desencontro na vida….”.   *E finalizando com o poeta Raul: “Sonho que se sonha só é só um sonho que se sonha só, mas sonho que se sonha junto é realidade.”

Para sempre e mais um ano…

31 dez

 

2009 começou preocupado, desprendido e com pouco horizonte. Eu sabia, era preciso mudar e no começo admito que não compreendia como mobilizar essa mudança.

No budismo, ouvi que a busca estava dentro e não fora. Quando comecei a olhar para dentro, descobri que era a única responsável por toda a bagunça, ilusão e imobilidade que marcava os meus dias.
Me afastei de tudo que não me fazia bem, tentei resolver o que machucava meu coração e foi quando ele apareceu.

Quando eu não esperava e fingia não acreditar. Diferente dos outros me mostrou que estaria ali: quando eu ligasse,  dormisse cansada, estivesse de mau humor e nos melhores momentos também. Ele com muita paciência e carinho me mostrou que eu não estava mais sozinha.

Com o coração aberto para o novo e a alma cheia de carinho, eu consegui viver mais e melhor. Fiquei mais próxima da minha família e aprendi a apreciar os pequenos momentos ao lado deles. Reencontrei amigos e descobri novas pesssoas para ter sempre no coração.

Mas algo ainda me incomodava muito, era preciso crescer, virar gente grande, ganhar o mundo, abrir as asas sem esquecer de onde vim.

Fruto de muita procura e horas de trânsito, eu finalmente consegui uma nova oportunidade de trabalho. E agora ao invés de poluição eu vejo todos os dias um horizonte lindo cheio de árvores verdinhas. Eu aprendi muito e a minha carreira deu um salto, fui morar sozinha e estou montando meu apto aos pouquinhos. Quanta coisa para um ano só, não é mesmo?Mas ainda tem muito pela frente.

Este post é apenas um agradecimento a um ano incrivelmente positivo na minha vida. Agradeço a Deus que me ensinou a ter persistência, acreditar sempre  e ouviu com carinho os meus pedidos.  E a todos vocês que me acompanharam  e  deram força em todos os momentos com muito carinho e respeito.

2009 para sempre e mais um ano… E que venha 2010 cheio de coisas novas e com muitos desafios pela frente.

Beijos aos queridos e força para acreditar sempre…E um especial para o meu amor que foi essencial para que acontecesse esse monte de coisas que estou vivendo hoje!

  

“É preciso força para perceber que a estrada vai além do que se vê” (Los Hermanos)

Das pequenas grandes coisas…

5 set

vó

Nos dias de chuva em que a luz acabava ou ela mesma apagava, lá íamos nós para a cama escutar histórias.

Para ela, a chuva não gostava de conversa. Televisões e janelas chamavam trovões e decidir tomar banho nem pensar, era preciso ficar quieto.

Seu quarto tinha móveis fortes de madeira escura, na penteadeira perfumes e santinhos lindos em miniatura, o guarda-roupa era o lugar perfeito para encontrar as roupas dos meus personagens das peças semanais que eu apresentava no prédio.

Na parede, a padroeira Santa Rita fazia vigília a nossa bagunça e as suas histórias do Bicho Papão e Boi da Cara Preta era interrompidas pelo relampear, e quando medo chegava lá estava ela com o sorriso e os braços abertos para que dormíssemos.

Em tardes como essa, ainda espero que ela apareça e me chame para tomar chá para esquentar, comer bolacha e bolo com cobertura de limão.

Quando penso em férias, lembro das expedições malucas que fazíamos em seu quintal gigante, no meio das bananeiras, do galinheiro, desafiando os formigueiros.

Ela sempre atenta nos alertava, mas deixava, ela sabia que era coisa de criança. Naquele quintal decidi que ia ser veterinária, descobri as lesmas casca de banana, levei o colégio inteiro para conhecê-las e quase fui expulsa quando resolvi que a professora de ciências deveria vê-las de perto.

Um dia participei do parto da Pakita, uma das cadelinhas, quase fui mordida, sai toda suja e depois de levar uma bronca danada e passar mal literalmente, ela disse que não contaria a minha mãe se eu não fizesse de novo.

Ela era batalhadora, paciência, compreensão risada tímida, seriedade, fé sem tamanho, inocência, muitas histórias, cabelo que não podia bagunçar, porre de biotônico, bolinho de chuva, força para defender seus pequenos, fumar escondido, macarrão com frango no domingo, correr atrás do homem do sonho, ver Roberto Carlos escondido, subir a ladeira para comprar sorvete, corpo de violão, a mulher do açogueiro, a avó da menina loirinha, banho de mangueira, piscina de 1.000 litros para o verão dos netos, ensinar a lição de casa, abraço, telefonema no final do dia e todo o amor que houve nessa vida.

Só um livro contaria todas as nossas histórias, não é mesmo?

Todas as vezes que as pessoas brincam com a minha personalidade forte, meus momentos de timidez, minha indignação com injustiças e o jeito maluco que tenho para resolver as coisas sempre conto sobre você.

Como eu não posso abraçá-la, mas tenho certeza de que a senhora sempre olha por mim, está é a minha singela homenagem. Vó Feliz Aniversário! Eu amo você! Você sempre será a força que vive em mim e me faz sempre acreditar!

Pato Fu: Canção pra você viver mais

Beijos aos queridos!

Mulheres que assustam os homens

27 maio

blog

Ela jogou as toalhas, decidiu que o amor não era para os inquietos e inconformados.
Se ela falasse sobre o desejo, a longa espera por aquele beijo talvez dissesse que o amor de seu peito só transbordava em lágrimas vivendo o que já passou.
Quando o último foi embora ela deixou de acreditar em encontros e decidiu viver de despedidas.
Gostava de olhares trocados, dos elogios que a faziam se sentir mais bonita, de beijos no escuro, mas nunca chegava à cama.
Era a conta exata dos precavidos, sem coração disparado, pernas bambas ou grandes histórias para contar.
Nesses dias em que poucos ainda sorriem e olham nos olhos, decidiu gostar de quem gostasse dela.
Seria encontro de algum velho conhecido, vida calma sem expectativas, o plano original sem a parte romântica: encontrar um Grande Amor e Ser Feliz Para Sempre.
Não conhecia mais novos lugares, circulava sempre pelas mesmas ruas e bares com ares de quem nada pode esperar.
Era beleza sem graça, rosto de prateleira, a roupa parecida com a de tantas outras que decidiram o que vestir depois de comprar aquela revista.
Descabida, criou uma surrada cartilha do que fazer e o que não. Se dois rapazes a conhecessem no mesmo dia, perceberiam a repetição de seus trejeitos de atriz equilibrista do mundo de desencontros.
Personagem principal das histórias mal contadas para todos que se aproximavam do brilho dos seus olhos.

Continua….

Lenine: Hoje eu quero sair só

Foto incrível Flickr Iaton http://www.flickr.com/photos/ianton/2929577110