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Entre o retorno de saturno e o meu

27 nov

“E aos vinte e nove, com o retorno de Saturno. Decidi começar a viver” (29 – Legião urbana)

Se os dias que passaram tão rápido fossem parte de um mesmo calendário que despencasse folhas ao chão sem que eu pudesse limpá-las, talvez eu compreendesse como as tantas  lágrimas e os espontâneos sorrisos da minha juventude eram únicos e efêmeros.

Talvez eu não levasse  tão a sério as  grandes batalhas que travei contra mim mesma e os outros  e olhasse com brilho real a magnitude dos pequenos momentos.

E se eu abandonasse no chão a velha armadura que construi 10.585 dias atrás e começasse tudo de novo. Abrisse aos olhos devagar ainda incomodada com a claridade,  sorrisse radiante para as pessoas que me amam e estão ao meu redor e a cada dia me propusesse a descobrir, redescobrir e aprender algo novo?

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Deixo para vocês uma música linda:

 

Beijos ao queridos. A minha aventura começa hoje 27 de novembro de 2010 e a partir de hoje eu compartilharei neste blog s e neste tumbrl  a minha tentativa de desconstruir velhos hábitos antes dos 30 http://dehdemari.tumblr.com

Iniciarei agora a minha lista das 29 coisas que quero deixar para trás antes dos 30, publico ainda esta semana.


A arte do encontro

4 mar

essaok

A vida reservou para eles um novo encontro desencontrado, o transito que ganhou do relógio, avião com a hora marcada para partir e a distância de um oceano. 

Viveram meses a espera da chegada com a certeza da partida, ela disfarçava o olhar que mirava o calendário. Ele de volta escolheu a improbabilidade da distância, juntos fingiram esquecer a espera.  

A sintonia leve separada pelo oceano, próxima era jogo de cartas abertas entrega e fuga. Confusão daqueles que tentam evitar o inevitável: deixar o futuro pertencer ao tempo.

Ela não entendia, acreditava que cabia a eles embriagarem-se em beijos, passarem noites sem dormir. Tinha o brilho de volta aos olhos, o sorriso bobo da lembrança no rosto e a esperança do infinito em possibilidades.
Ele explicou a escolha sensata,  a distância que separava os corpos era a melhor saída para certeza da partida e evitaria a tristeza do fim.    

Seus sonhos, eram sonhos que só existiriam em liberdade do outro lado de seus mundos distantes.
Ela sabia que ele chegaria aonde quisesse, mas acreditava que sonhos não sobrevivem sós quando compartilhados com outros sonhos são realidade*. 

Coração cansado segurou a batida, resignada tentou compreender que juntos seriam solidão acompanhada e guardou os suspiros de novos dias.

Vida planejada, ele desencontrava o encontro driblando o inesperado, mas era ato falho verdade que os olhos escondiam. Ela na caótica cidade de tons de cinza  buscava alcançar o inesperado e cada vez que desistia sabia que mentia para si mesma.

Jogando com a impresivibilidade e todas as cartas na mesa era chegada a nova partida.  Despediram-se vivendo em uma noite a falta dos outros dias.  

Corpos envolvidos em vontade, desejo, receio,troca e saudade, certeza de meses de ausência, ventania de sentimentos brinquedo do tempo, conhecidos de longa data conhecendo-se pela primeira vez.

 
Lenine- Todos os caminhos          

PS.: Beijos aos queridos.  Citando o lindo Vínicius de Moraes: “A vida é a arte do encontroembora haja tanto desencontro na vida….”.   *E finalizando com o poeta Raul: “Sonho que se sonha só é só um sonho que se sonha só, mas sonho que se sonha junto é realidade.”

Mulheres que assustam os homens

27 maio

blog

Ela jogou as toalhas, decidiu que o amor não era para os inquietos e inconformados.
Se ela falasse sobre o desejo, a longa espera por aquele beijo talvez dissesse que o amor de seu peito só transbordava em lágrimas vivendo o que já passou.
Quando o último foi embora ela deixou de acreditar em encontros e decidiu viver de despedidas.
Gostava de olhares trocados, dos elogios que a faziam se sentir mais bonita, de beijos no escuro, mas nunca chegava à cama.
Era a conta exata dos precavidos, sem coração disparado, pernas bambas ou grandes histórias para contar.
Nesses dias em que poucos ainda sorriem e olham nos olhos, decidiu gostar de quem gostasse dela.
Seria encontro de algum velho conhecido, vida calma sem expectativas, o plano original sem a parte romântica: encontrar um Grande Amor e Ser Feliz Para Sempre.
Não conhecia mais novos lugares, circulava sempre pelas mesmas ruas e bares com ares de quem nada pode esperar.
Era beleza sem graça, rosto de prateleira, a roupa parecida com a de tantas outras que decidiram o que vestir depois de comprar aquela revista.
Descabida, criou uma surrada cartilha do que fazer e o que não. Se dois rapazes a conhecessem no mesmo dia, perceberiam a repetição de seus trejeitos de atriz equilibrista do mundo de desencontros.
Personagem principal das histórias mal contadas para todos que se aproximavam do brilho dos seus olhos.

Continua….

Lenine: Hoje eu quero sair só

Foto incrível Flickr Iaton http://www.flickr.com/photos/ianton/2929577110

Um filme para guardar…

12 ago

Demorei bastante para conseguir assistir esse filme, já que quando ouvi falar dele há tempos atrás, sempre o associava uma pessoa que foi um divisor de águas na minha vida.
Um rapaz, que assim como eu, ama a natureza, a liberdade, a rouquidão incrível e as letras vibrantes sentimentais do Eddie Veder, autor de toda a trilha sonora do filme.
O filme é uma lição de vida daquelas que te deixa pensativo e ajuda a reavaliar as escolhas cotidianas. Into The Wild conta a história real de um jovem que larga tudo em busca da liberdade, natureza e autoconhecimento viajando durante 2 anos pela costa norte-americana rumo ao Alasca.
Para mim, Into The Wild não é apenas mais um filme que grita liberdade, é um retrato da minha ilusão adolescente de que a fuga era a única solução para os problemas, e principalmente a víscera necessária à mínima compreensão da grandiosidade da natureza perante a nossa mera existência. Mas não vou limitar o filme assim, paro as minhas impressões por aqui, e deixo o convite para que vocês assistam sozinhos ou acompanhados, imersos em suas próprias fugas, sonhos e ilusões assim como eu fiz! Depois me contem o que acharam e sentiram.
Para ele, depois do filme resolvi mandar um sinal de fumaça, e tenho certeza de que vai adorar o filme e da trilha sonora!

 

PS.: Apesar de gostar muitíssimo de escrever, sinto falta nesse blog de um espaço de discussão de outras coisas que movem meus dias.
A partir de hoje, passarei a intercalar meus textos com todas as coisas que transformam a minha forma de pensar o mundo e fazem meus olhos brilharem. Assim, além de trocar informações com vocês, conseguirei atualizar o blog com mais freqüência. Espero que gostem!

Beijos aos queridos! Liberdade e natureza para todo e sempre!