Tag Archives: amor

O segredo dos teus olhos…

4 mar

“El secreto de sus ojos”, é um filme argentino, de 2009, do diretor Juan José Campanella , e eu apesar de todas as incríveis recomendações que recebi vergonhosamente ainda não tinha assistido.

Estrelado pelo excelente ator Ricardo Darin, “El secreto de sus ojos”, conta a história de um funcionário público aposentado que resolve escrever um livro sobre o caso que mais o marcou em sua carreira, no Tribunal Penal de Buenos Aires. Em 1974, Benjamim Sposito(Darín) foi convocado a investigar um estupro seguido de assassinato de uma jovem moça casada. Com esta trama o filme se desdobra no tempo, fazendo do autor da história muitas vezes personagem e apresentando em conta gotas uma trama intrigante com personagens densos.

Assistir o filme vale pela ótima história, pelos atores excelentes, pela força da narrativa. O segredo de seus olhos poderia ser um filme policial, mas não é. É um filme humano e realista e foi isso que me fez trazê-lo aqui. Após assisti-lo refleti durante algum tempo sobre os segredos que todos nós trazemos em nossos olhos, as nossas paixões.

Podemos mudar de cidade, mudar o corte dos cabelos, o estilo, mas nunca mudaremos as paixões que guardamos em segredo. Elas nos dizem quem somos sem querermos fazê-lo. Vocês já pensaram sobre isso? Quais são as paixões que você guarda e que a definem sem que você queira quem você é?

Para aqueles que passam por aqui e ainda não assistiram recomendo que o vejam. Aqueles que já assistiram comentem! um bjo

Anúncios

Aquela era eu…

24 set

blog

Eu fugi das páginas em branco quando percebi que a vista do outro tão próximo não compreendia a palavra embriagada em poesia.
Deixei a alma exposta nos significados jogados, no sentimento apressado buscando equilíbrio.
Eles conseguiram durante algum tempo me esconder com suas máscaras.
Ganhei de presente rótulos que viraram marcas daquelas que ficam na pele para sempre como lembrança.
Com suas meias verdades e uma vontade infinita de não ser quem realmente sou, perambulei na confusão da desconhecida diante do espelho.
Foi quando em mais um dia de apatia e caos, te vi parado em minha porta. Por um momento, tentei esconder a roupa espalhada pelo quarto, passar a mão no cabelo, jogar o cigarro pela janela, esconder o copo.
Primeiro pedi que entrasse, mas não pude olhar nos seus olhos, foi quando mandei que saísse.
Você  contrariou o meu pedido, chegou mais perto, pegou em minhas mãos e questionou o que havia de mim naquilo tudo.
As lágrimas transbordaram e lavaram minha cara tirando minha a armadura de frases feitas, levando ao chão minhas máscaras.
Aquela era eu, mais uma vez  despida na sua frente. Aquele era você , me trazendo de volta para dizer mais uma vez que eu conseguirei viver sem você.

Ouvindo Stereophonics-Since I Told You It’s Over

PS.:Texto antigo, saudades das minhas palavras que atualmente não transbordam as folhas…
Beijos a todos os queridos! bjos

A arte do encontro

4 mar

essaok

A vida reservou para eles um novo encontro desencontrado, o transito que ganhou do relógio, avião com a hora marcada para partir e a distância de um oceano. 

Viveram meses a espera da chegada com a certeza da partida, ela disfarçava o olhar que mirava o calendário. Ele de volta escolheu a improbabilidade da distância, juntos fingiram esquecer a espera.  

A sintonia leve separada pelo oceano, próxima era jogo de cartas abertas entrega e fuga. Confusão daqueles que tentam evitar o inevitável: deixar o futuro pertencer ao tempo.

Ela não entendia, acreditava que cabia a eles embriagarem-se em beijos, passarem noites sem dormir. Tinha o brilho de volta aos olhos, o sorriso bobo da lembrança no rosto e a esperança do infinito em possibilidades.
Ele explicou a escolha sensata,  a distância que separava os corpos era a melhor saída para certeza da partida e evitaria a tristeza do fim.    

Seus sonhos, eram sonhos que só existiriam em liberdade do outro lado de seus mundos distantes.
Ela sabia que ele chegaria aonde quisesse, mas acreditava que sonhos não sobrevivem sós quando compartilhados com outros sonhos são realidade*. 

Coração cansado segurou a batida, resignada tentou compreender que juntos seriam solidão acompanhada e guardou os suspiros de novos dias.

Vida planejada, ele desencontrava o encontro driblando o inesperado, mas era ato falho verdade que os olhos escondiam. Ela na caótica cidade de tons de cinza  buscava alcançar o inesperado e cada vez que desistia sabia que mentia para si mesma.

Jogando com a impresivibilidade e todas as cartas na mesa era chegada a nova partida.  Despediram-se vivendo em uma noite a falta dos outros dias.  

Corpos envolvidos em vontade, desejo, receio,troca e saudade, certeza de meses de ausência, ventania de sentimentos brinquedo do tempo, conhecidos de longa data conhecendo-se pela primeira vez.

 
Lenine- Todos os caminhos          

PS.: Beijos aos queridos.  Citando o lindo Vínicius de Moraes: “A vida é a arte do encontroembora haja tanto desencontro na vida….”.   *E finalizando com o poeta Raul: “Sonho que se sonha só é só um sonho que se sonha só, mas sonho que se sonha junto é realidade.”

Ele não está tão afim de você

20 abr
filme

 

Jennifer Aniston, Drew Barrymore, Ben Affleck, Scarlett Johansson, Jennifer Connelly, Justin Long, Kevin Connolly, Bradley Cooper me levaram ao cinema para assistir ” Ele não está tão afim de vocë”. Comprei o meu ingresso com tranquilidade, afinal com um elenco desses o filme não poderia ser ruim. Mas confesso que entrei na sala esperando fórmulas prontas, respostas óbvias e uma bela comediazinha romäntica.
Me deparei com diversos personagens, nenhum astro em destaque, muitas histórias paralelas e principalmente um clima de “a vida como ela é”com maquiagem hollywodiana e uma bela dose de bom humor.
 
Superando as minhas expectativas, “Ele não está tão afim de você” fala de relacionamentos de uma forma madura, lúcida e divertida. Problemas cotidianos das relações humanas, em uma visão interessante sobre relacionamentos entre homens e mulheres “reais”,convivendo com medos, confusões e principalmente com o que é socialmente esperado deles.
O filme me lembrou as diversas conversas que tive por horas com amigas em situações muito semelhantes. Sai do cinema, com uma lição que eu já conhecia, mas que não custa repetir como MANTRA:  ele não ligou, não foi, esqueceu o aniversário, trocou por outra, está confuso, não é bom o suficiente e blá blá blá, o único significado é Ele não está afim!
E a receita infalível ou fórmula mágica que garante que duas pessoas fiquem juntas, é o AMOR COMPARTILHADO, que só acontece quando temos amor próprio suficiente para doar ao outro.
“Ele não está tão afim de você” é um filme que para indicar para as amigas e rir com os amigos, é também para aqueles que acreditam que AMOR só existe com sintonia e reciprocidade.
 

Música: Last Goodbye – voz linda da Scarlett Johansson.

PS>: Beijos aos queridos, e todo AMOR CORRESPONDIDO desse MUNDO!

 

Caio Fernando de Abreu fala por mim…

16 mar

850423611

Tenho trabalhado tanto, mas sempre penso em vc. Mais de tardezinha que de manhã, mais naqueles dias que parecem poeira assenta e com mais força quando a noite avança. Não são pensamentos escuros, embora noturnos…
Sabe, eu me perguntava até que ponto você era aquilo que eu via em você ou apenas aquilo que eu queria ver em você. Eu queria saber até que ponto você não era apenas uma projeção daquilo que eu sentia, e se era assim, até quando eu conseguiria ver em você todas essas coisas que me fascinavam e que no fundo, sempre no fundo, talvez nem fossem suas, mas minhas, e pensava que amar era só conseguir ver, e desamar era não mais conseguir ver, entende?
Eu quis tanto ser a tua paz, quis tanto que você fosse o meu encontro. Quis tanto dar, tanto receber. Quis precisar, sem exigências. E sem solicitações, aceitar o que me era dado. Sem ir além, compreende? Não queria pedir mais do que você tinha, assim como eu não daria mais do que dispunha, por limitação humana. Mas o que tinha, era seu.
Mas se você tivesse ficado, teria sido diferente?
Melhor interromper o processo em meio: quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais — por que ir em frente?
Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia — qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê. Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido.

Tinha terminado, então. Porque a gente, alguma coisa dentro da gente, sempre sabe exatamente quando termina.

Mas de tudo isso, me ficaram coisas tão boas. Uma lembrança boa de você, uma vontade de cuidar melhor de mim, de ser melhor para mim e para os outros. De não morrer, de não sufocar, de continuar sentindo encantamento por alguma outra pessoa que o futuro trará, porque sempre traz, e então não repetir nenhum comportamento. Ser novo.
Mesmo que a gente se perca, não importa. Que tenha se transformado em passado antes de virar futuro. Mas que seja bom o que vier, para você, para mim. Te escrevo, enfim, me ocorre agora, porque nem você nem eu somos descartáveis.
. . . E eu acho que é por isso que te escrevo, para cuidar de ti, para cuidar de mim – para não querer, violentamente não querer de maneira alguma ficar na sua memória, seu coração, sua cabeça, como uma sombra escura.

Ouvindo: Ray LaMontagne – Write You A Letter

Beijos ao queridos…E agradecimento e licença poética ao Caio Fernando de Abreu que traduziu o sentimento em palavras…

Todos eles em um só ser…

14 nov

essa

Era Roberto, suas pernas longas pesadas, cabelos macios, o seu homem das segundas-feiras. Longos beijos e mãos que brincavam pelo corpo no primeiro dia da semana na saída do trabalho.
Roberto garantia o sorriso, a piada fácil. Depois do horário combinado era sempre celular desligado, desculpa esfarrapada.
De tanto Roberto contar histórias, Joana se convenceu de que não ia mais ouvi-las, apenas o queria nas segundas-feiras, nos sorrisos maliciosos e olhares trocados no escritório.

 Cabelo castanho claro todo alinhado, roupas de grife, Rafael o eterno atual ex-namorado. Gostava da família, simpático com as crianças e animais, levava aos restaurantes, era cama morna de vez quando, nome do filho escolhido.  
Era terça, quarta-feira, sábados na madrugada solitária em que ninguém atendia Joana, às vezes domingo, era rotina.

Tatuagem no braço, alargador na orelha, cabelo escuro e pele branca, DJ, era Ricardo. Joana insegura, qualquer dia da semana. Conversa pensada até a mordida nos lábios, o GOSTOSA no ouvido, o puxão no cabelo, as roupas no banco de trás e vidros embassados na rua. Ricardo era não saber de amanhã, não ligar nunca, hoje como se fosse o último dia.

Gustavo franzino, artista, pintor, era cor de uma palheta fria que combina com dia de outono. Mas era bom gosto, companhia agradável, muitas semelhanças, longas conversas ao telefone todos os dias, risada inteligente e nenhum beijo. Gustavo, era sábado no circuito alternativo de cinema, quinta no bistrot, sexta no boteco. Joana às vezes achava que Gustavo era gay e não sabia, ele há muito tempo insistia.

Cabelos cor de sol, olhos de mar, incenso, era Pedro. Pulo de pára-quedas, trilha na mata, aventura, skate, prancha no carro, pé na areia, liberdade.  Noite juntos e acordar abraçados,  quinta e sexta, em tempo nublado sábado e domingo quando ele ligava. Pedro e Joana o compromisso descompromissado, telefone que atende quando quer, escolha predileta, coração disparado, e a distância até onde vai a saudade para não machucar.

Joana era gostar do Roberto, Rafael, Ricardo, Gustavo e Pedro. Para ela, tão diferentes, únicos e complementares. Joana era não ter nenhum deles ou ter todos e precisar de todos em um, nenhum. Nenhum sonho. Joana para eles a apaixonada, para as outras máscara, invejada, solteira, libertária daquelas que não casam.

Joana, ela mesma,  era solidão acompanhada.

 

Mulher sem Razão – Adriana Calcanhoto

PS.:  Queridos desculpem a ausência, em breve terei um monte de novidades aqui e prometo estar mais presente! Este post é uma obra de ficção!  bjos

Velhos conhecidos que nunca diziam Adeus

26 set

Ela nunca sabe como ele chega, só percebe quando se vai.
Ele continua.
Ela se equilibra e tenta arrumar a bagunça que a partida dele deixou.
Toda vez que aparece, ele parece já fazer parte de tudo.
Conhece cada sorriso, estímulo e as coisas certas para falar.
Ela é conforto e moradia em seus breves abraços.
Bocas que encaixam há muito tempo em sintonia.
Mãos que percorrem os corpos, o gosto conhecido.
Suor dele, saudade dela.

Coração descompassado que sempre trazia a certeza.
Velhos conhecidos que nunca diziam Adeus.

Novos amores brincavam de permanecer e iam embora.
Eles sabiam.
A roda gigante da vida girava e parava sempre no mesmo lugar .
Um novo dia eram eles de novo.
Corpos perdidos na madrugada sem dia seguinte.
Ele constatava o fato, resignado.
Ela encruzilhada, de tanta falta, aprendeu a viver sozinha em novos caminhos.
Com ele ainda deitado, ela e foi embora, disse Adeus.

Ouvindo: Ainda Gosto Dela – Skank, fazia tempo que eles não faziam uma balada boa dessas!

PS.: Puxa, que saudade! Depois de tanto textos iniciados e inacabados finalmente consegui terminar esse aqui! Prometoaparecer mais e visitar todo mundo que eu adoro e também atualizar  os blogs que eu leio! Obrigada pelo carinho sempre! muitos beijos